<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>N&#201;Tica's RSS feed</title><link>http://netica.org.br/netica</link><description>N&#201;Tica's content published at N&#233;tica</description><item><title>Tecnoestresse causa ansiedade e depress&#227;o em jovens</title><description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;ANNETTE SCHWARTSMAN&lt;br /&gt;COLABORA&#199;&#195;O PARA A FOLHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="/thumbnails/0000/6258/07-inimputabilidae_display.jpg?1279896656" height="249" alt="" width="249" /&gt;Pesquisar no Google, mandar um torpedo pelo celular, atualizar o Twitter e postar fotos no Facebook s&#227;o algumas atividades que crian&#231;as e adolescentes s&#227;o capazes de executar --todas praticamente ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At&#233; a&#237;, nada de surpreendente, afinal estamos falando dos nativos da "gera&#231;&#227;o digital" para quem o e-mail j&#225; &#233; uma antiguidade. Mas nem mesmo esses seres multitarefa passam inc&#243;lumes por tanta conectividade e tanta informa&#231;&#227;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto dessa avalanche se reflete n&#227;o apenas em aumento de riscos para a seguran&#231;a dos jovens, temidos pelos pais, como tamb&#233;m pode afetar seu desenvolvimento social e psicol&#243;gico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado de amea&#231;as que s&#227;o velhas conhecidas, como pedofilia e obesidade, surgem outras: ciberbullying, "sexting", "grooming" e tecnoestresse (veja no infogr&#225;fico o significado das express&#245;es).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal do tecnoestresse &#233; causado pelo uso excessivo da tecnologia e provoca dificuldade de concentra&#231;&#227;o e ansiedade. O jovem tecnoestressado tamb&#233;m pode tornar-se agressivo ao ficar longe do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o neurologista pedi&#225;trico Eduardo Jorge, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisas j&#225; associam overdose de tecnologia com problemas neurol&#243;gicos e psiqui&#225;tricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Est&#227;o aumentando os casos de doen&#231;as relacionadas ao isolamento. A depress&#227;o &#233; a que mais cresce."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O neurologista tamb&#233;m diz que h&#225; uma incid&#234;ncia maior do transtorno de deficit de aten&#231;&#227;o entre adolescentes aficionados por computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"N&#227;o &#233; f&#225;cil de diagnosticar. Os pais n&#227;o acham que o filho tem dificuldade de concentra&#231;&#227;o porque ele fica parado no computador."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro risco &#233; a enxaqueca. "Essas novas telas de LED s&#227;o um espet&#225;culo, mas t&#234;m um brilho e uma luminosidade que fazem com que aumentem tanto o n&#250;mero de crises de enxaqueca como a intensidade delas", alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMPACTO SOCIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o pediatra americano Michael Rich, professor da Universidade Harvard, o impacto das m&#237;dias digitais tem efeitos de ordem f&#237;sica e social. "Do ponto de vista da sa&#250;de, o principal risco &#233; o da obesidade; do social, o fato &#233; que, quanto mais conectados, mais isolados os jovens ficam no sentido das rela&#231;&#245;es pessoais. &#201; comum ver casais de m&#227;os dadas e falando ao celular com outras pessoas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opini&#227;o parecida tem o psic&#243;logo Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria da USP. Segundo ele, a tecnologia invadiu tanto o cotidiano que as pessoas se perdem no seu uso. "&#201; mais preocupante em crian&#231;as e adolescentes, porque nessa faixa et&#225;ria o c&#233;rebro ainda n&#227;o atingiu sua maturidade, n&#227;o exerce plenamente a fun&#231;&#227;o de controle de impulsos", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet arrebata ainda mais dependentes quando se torna m&#243;vel: estat&#237;sticas internacionais apontam que 20% da popula&#231;&#227;o mundial de usu&#225;rios de smartphones n&#227;o consegue exercer um uso equilibrado da internet, de acordo com Nabuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &#233; claro que nem tudo s&#227;o pedras no mundo virtual, como explica Eduardo Jorge. "Pesquisas tamb&#233;m mostram que crian&#231;as usu&#225;rias de tecnologias da informa&#231;&#227;o s&#227;o mais &#225;geis, mais inventivas e t&#234;m uma capacidade maior de racioc&#237;nio em alguns testes de QI. A tecnologia n&#227;o &#233; um bicho de sete cabe&#231;as do qual elas tenham que ficar afastadas", afirma. "Devem ser estimuladas a fazer bom uso, com limites."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rich considera que os pr&#243;prios pais s&#227;o os principais respons&#225;veis por este quadro "ciberca&#243;tico". Segundo ele, por falta de intimidade com as novas m&#237;dias, os adultos deixam de preparar as crian&#231;as para o mundo virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muitas vezes, eles apenas d&#227;o o laptop e pensam que, desde que os filhos estejam no quarto, n&#227;o v&#227;o se meter em confus&#227;o, o que &#233; um erro", afirma. "Os adultos precisam se tornar aprendizes dos jovens na parte t&#233;cnica para que possam ser seus professores na parte humana."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LADO BOM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ningu&#233;m ousa negar que a tecnologia abriu portas, expandiu horizontes intelectuais e proporcionou oportunidades antes imposs&#237;veis para crian&#231;as e jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando usada corretamente, a internet educa pessoas em locais isolados, promove a comunica&#231;&#227;o ao redor do mundo, cria novos mercados e aumenta a conscientiza&#231;&#227;o dos jovens sobre quest&#245;es globais, for&#231;ando-os a considerar problemas maiores do que os seus pr&#243;prios", enumera Cajetan Luna, diretor do Center for Health Justice de Los Angeles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto positivo das novas tecnologias &#233; o fato de serem um elemento agregador entre os jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Rodrigo Nejm, psic&#243;logo e diretor da Safernet (organiza&#231;&#227;o que protege e promove os direitos humanos na rede), a internet tamb&#233;m ajuda o adolescente a descobrir sua sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos que evitar o p&#226;nico e n&#227;o julgar se agora &#233; pior ou melhor do que antes. A quest&#227;o &#233; que hoje &#233; diferente. Precisamos entender essa mudan&#231;a e pesar os pr&#243;s e contras que toda inova&#231;&#227;o tem", pondera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Nejm, o grande problema &#233; que os adultos n&#227;o fazem a media&#231;&#227;o do acesso das crian&#231;as &#224; internet, definida por ele como "uma pra&#231;a p&#250;blica frequentada por 2 bilh&#245;es de pessoas, onde h&#225; todo tipo de gente e de conte&#250;do, dos melhores aos mais perigosos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psic&#243;logo defende que &#233; preciso ensinar aos jovens que o acesso &#224; rede exige cidadania, cuidado, &#233;tica e responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Luna, o envolvimento dos pais tem que ser feito de forma aberta e honesta. "A solu&#231;&#227;o n&#227;o &#233; censurar ou proibir, nunca funciona, mas explicar as coisas para que os jovens possam reconhecer o que &#233; bom e o que n&#227;o &#233;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Tito de Morais, que apresenta o programa "Mi&#250;dos Seguros na NET", em Portugal, a chave &#233; acompanhar. "Temos a obriga&#231;&#227;o de ser pais on-line e off-line, e isso implica usar as tecnologias com eles desde pequenos, preparando-os para irem ganhando autonomia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opini&#227;o de Morais, a seguran&#231;a dos jovens na rede deve incluir quatro abordagens diferentes: regulamentares, educacionais, parentais e tecnol&#243;gicas. "Se abordarmos s&#243; de uma forma, pode ter certeza que alguma coisa vai falhar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, para garantir que crian&#231;as e adolescentes usufruam do que as m&#237;dias digitais oferecem com seguran&#231;a, ele recomenda que elas sejam usadas em um espa&#231;o comum que permita a integra&#231;&#227;o da fam&#237;lia.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 16 May 2012 07:14:34 -0300</pubDate><link>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/tecnoestresse-causa-ansiedade-e-depressao-em-jovens</link><guid>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/tecnoestresse-causa-ansiedade-e-depressao-em-jovens</guid></item><item><title>Presidente do Conanda participa de evento na Para&#237;ba</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.crianca.pb.gov.br/anexos/ORIG-e3b90bd1f7cee3a648a83fdd71342fc1.jpg" height="164" alt="" width="320" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: Portal Crian&#231;a.Pb&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Crian&#231;a.PB traz presidente do Conanda &#224; Para&#237;ba nesta quinta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oficina conta tamb&#233;m com o jornalista Laerte Cerqueira; objetivo &#233; refletir sobre direitos das crian&#231;as e adolescentes na imprensa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Crian&#231;a e do Adolescente (Conanda), Miriam Maria Jos&#233; dos Santos, estar&#225; em Jo&#227;o Pessoa nesta quinta-feira (10), onde, juntamente com o jornalista da TV Cabo Branco, Laerte Cerqueira, ministrar&#225; a oficina &#8220;Desafios do ECA: como garantir os direitos de crian&#231;as e adolescentes no relacionamento com a m&#237;dia?&#8221;. O evento &#233; promovido pelo portal Crian&#231;a.PB (www.crianca.pb.gov.br), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH), com o apoio da Ong Amazona. Cerca de 140 pessoas s&#227;o esperadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destinada aos atores do sistema de garantias de direitos, como promotores, advogados, assistentes sociais e representantes das pol&#237;cias civil e militar e de entidades de luta, a oficina acontece a partir das 8h, no audit&#243;rio da Delegacia Regional do Trabalho, localizada no pr&#233;dio do Minist&#233;rio do Trabalho e Emprego, na Pra&#231;a Ven&#226;ncio Neiva, no Centro da Capital. O objetivo &#233; prestar orienta&#231;&#245;es e suscitar a consci&#234;ncia sobre a import&#226;ncia da discuss&#227;o dos direitos previstos no Estatuto da Crian&#231;a e do Adolescente (ECA) no di&#225;logo com a imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa de abertura contar&#225; com a presen&#231;a da secret&#225;ria de Desenvolvimento Humano do Estado, Aparecida Ramos, da presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Crian&#231;a e do Adolescente, S&#244;nia Maria Carvalho, da presidente da Funda&#231;&#227;o Desenvolvimento da Crian&#231;a e do Adolescente (Fundac), Cassandra Figueiredo, do representante da Secretaria de Estado da Seguran&#231;a e Defesa Social (Seds), o delegado-geral da Pol&#237;cia Civil Severiano Pedro, e a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Crian&#231;a e do Adolescente do Minist&#233;rio P&#250;blico, promotora Soraya Escorel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem s&#227;o os palestrantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miriam Maria Jos&#233; dos Santos &#233; soci&#243;loga, graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais, p&#243;s-graduada em Pol&#237;ticas Sociais pela Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica de Minas Gerais e em Educa&#231;&#227;o Social pela Universidade Salesiana de Campinas. Atualmente, preside o Conanda, inst&#226;ncia m&#225;xima de formula&#231;&#227;o, delibera&#231;&#227;o e controle das pol&#237;ticas p&#250;blicas para a inf&#226;ncia e a adolesc&#234;ncia na esfera federal, ligada &#224; Secretaria Nacional de Direitos Humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laerte Cerqueira &#233; rep&#243;rter da TV Cabo Branco, afiliada da Rede Globo na Para&#237;ba, h&#225; mais de cinco anos, empresa pela qual foi vencedor de diversos pr&#234;mios jornal&#237;sticos, com a s&#233;rie de reportagens &#8220;Inf&#226;ncia Legal&#8221;, retratando a realidade de crian&#231;as e adolescentes em todo o Estado. Atualmente, &#233; tamb&#233;m professor da Faculdade Maur&#237;cio de Nassau, em Jo&#227;o Pessoa.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 10 May 2012 15:52:51 -0300</pubDate><link>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/presidente-do-conanda-participa-de-evento-na-paraiba</link><guid>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/presidente-do-conanda-participa-de-evento-na-paraiba</guid></item><item><title>O brasileiro e a sexualidade</title><description>&lt;p&gt;&#160;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://imguol.com/2012/04/26/ilustracao-de-comportamento-para-materia-de-moralismo-1335472446122_615x300.png" height="152" alt="Ilustra&#231;&#227;o BOL" width="312" /&gt;Brasileiro &#233; falso moralista e duas caras quando se trata de sexualidade, afirmam historiadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para historiadora, o papel da igreja na forma&#231;&#227;o da nossa sociedade a formar a dupla moral brasileira. Use o campo de coment&#225;rios desta p&#225;gina para opinar sobre o tema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cl&#233;o Francisco&lt;br /&gt;Do UOL, em S&#227;o Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No carnaval, os desfiles das escolas de samba mostram mulheres seminuas a sambar. Emissoras de TV fazem a cobertura dos bailes gays nessa &#233;poca. Telejornais exibem imagens da folia nos blocos em todo pa&#237;s onde a sensualidade rola solta. Fora do Carnaval, S&#227;o Paulo celebra a diversidade sexual e vira palco de uma das maiores paradas gay do mundo. Em 2009, a universit&#225;ria Geisy Arruda teve de sair da faculdade em S&#227;o Bernardo do Campo (SP) escoltada por policiais e ouvindo xingamentos por usar um vestido considerado justo e curto. A intoler&#226;ncia tamb&#233;m frequenta a Avenida Paulista, local cujas c&#226;meras ali instaladas costumam registrar, com frequ&#234;ncia, ataques a homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mesma avenida que abriga uma das maiores paradas gay do mundo &#233; o lugar onde se mata homossexuais. &#201; inadmiss&#237;vel. Somos pessoas de duas caras, falsos moralistas", afirma a historiadora Mary Del Priore, que estuda a sexualidade no Brasil ao longo dos s&#233;culos. Mary acaba de lan&#231;ar o livro "A Carne e o Sangue" (Editora Rocco), que aborda o tri&#226;ngulo amoroso constitu&#237;do por Dom Pedro I, a Marquesa de Santos e a imperatriz Leopoldina. "D. Pedro dizia que fazia &#8216;amor de matrim&#244;nio&#8217; com Leopoldina e &#8216;amor de devo&#231;&#227;o&#8217; com Domitila. Do sangue nobre cuidava a mulher, que lhe dava os filhos e era a matriz. O prazer era com a outra. A imperatriz era muito religiosa e tinha horror ao sexo. A marquesa, ao contr&#225;rio. E D. Pedro era um inconsequente machista, que teve dezenas de amantes", conta Mary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a historiadora, o papel da igreja na forma&#231;&#227;o da nossa sociedade no s&#233;culo 19 ajudou a formar essa dupla moral. "A casa tinha de ser o exemplo da sagrada fam&#237;lia de Maria, Jos&#233; e Jesus, voltada para os valores mais altos que preconizava a igreja cat&#243;lica. A igreja consagra o matrim&#244;nio como obrigat&#243;rio. Mais do que isso: o sexo dentro do casamento tinha de ser higi&#234;nico e a &#250;nica preocupa&#231;&#227;o era a reprodu&#231;&#227;o". De acordo com a pesquisadora, a igreja regulamentava inclusive o que deveria acontecer entre quatro paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#8220;Os beijos eram condenados. Os padres confessores perguntavam o que as pessoas faziam no quarto e reprovavam todo tipo de toque no corpo com objetivo de ter prazer. A posi&#231;&#227;o da mulher sobre o homem era contr&#225;ria &#224; lei divina. E ficar de quatro seria uma forma de animalizar o ato. Esse casamento sem prazer vai incentivar o sexo prazeroso fora de casa", declara a historiadora. E ela inclui outro exemplo da ambiguidade moral do brasileiro: as pornochanchadas da d&#233;cada de 70. "H&#225; v&#225;rios estudos que mostram que esse foi um momento de revolu&#231;&#227;o sexual. Mas uma caracter&#237;stica comum nesse tipo de filme &#233; que o homem que pega todo mundo est&#225; sempre atr&#225;s de uma virgem. E a prostituta sonha com casamento de v&#233;u e grinalda. No Brasil, a mulher sempre teve de ser pura, virgem, n&#227;o saber de sexo. Isso depunha contra o sexo feminino at&#233; pouco tempo", comenta Mary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Voc&#234; acha que o brasileiro &#233; falso moralista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; * N&#227;o. De um modo geral, acho que somos um povo bem liberal.&lt;br /&gt; * Sim. No Brasil, as pessoas se dizem liberais, mas &#233; tudo fachada.&lt;br /&gt; * N&#227;o d&#225; para generalizar. H&#225; brasileiros moralistas, falsos moralistas e liberais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VotarVer resultado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homossexuais s&#227;o assassinados e mulheres mentem sobre parceiros&lt;br /&gt;O preconceito contra as mulheres que praticam sexo livremente permanece, segundo Mirian Goldenberg, antrop&#243;loga e professora na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).&#160; "Estive na Su&#233;cia fazendo pesquisas sobre as mulheres. L&#225;, elas n&#227;o s&#227;o julgadas pelo comportamento sexual, se teve 20 parceiros ou um. Aqui as meninas mentem. Elas me dizem que se falarem que tiveram mais de tr&#234;s parceiros n&#227;o arrumam namorados. E olha que estou falando de jovens que estudam ci&#234;ncias sociais", diz Mirian, que acrescenta: "No Brasil,&#160; ter marido e constituir fam&#237;lia &#233; de um valor enorme para a mulher. Numa cultura assim, &#233; dif&#237;cil ter liberdade sexual. Conhe&#231;o algumas que t&#234;m medo do porteiro do pr&#233;dio. Homem entra com dez mulheres no apartamento sem nenhum problema. Elas n&#227;o fazem isso. Esse tipo de preconceito afeta o cotidiano&#160; e j&#225; deveria para ter acabado", afirma a antrop&#243;loga que estuda a sexualidade na classe m&#233;dia carioca desde 1988 e &#233; autora dos livros "Toda Mulher &#233; Meio Leila Diniz"&#160; e "Por Que Homens e Mulheres Traem?" (Edi&#231;&#245;es BestBolso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito pode assumir formas agressivas e terminar em mortes como mostra o Relat&#243;rio Anual de Assassinatos de Homossexuais do Grupo Gay da Bahia. De acordo com o documento, em 2011, ocorreram 266 assassinatos de gays, travestis e l&#233;sbicas no pa&#237;s. Isso significa um aumento 118% desde 2007, quando foram registrados 122 casos. Esses n&#250;meros foram obtidos atrav&#233;s de pesquisas em jornais, internet e notifica&#231;&#227;o de pessoas ligadas &#224;s v&#237;timas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; * Caio Guatelli/Folhapress&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Parada do Orgulho Gay de S&#227;o Paulo com bandeira na avenida Paulista (2011); avenida tamb&#233;m &#233; palco de viol&#234;ncia contra homossexuais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os dados alertem para a viol&#234;ncia cometida contra esses grupos, mostram tamb&#233;m uma mudan&#231;a social, de acordo com S&#233;rgio Carrara, professor de antropologia do Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e coordenador do Centro Latino Americano Em Sexualidade e Direitos Humanos. "Acho uma modifica&#231;&#227;o importante no cen&#225;rio a maior visibilidade que os crimes homof&#243;bicos est&#227;o tendo na m&#237;dia. Come&#231;a-se a discutir e reconhecer a exist&#234;ncia dessa situa&#231;&#227;o. Vivemos um processo hist&#243;rico, onde est&#225; se exigindo respeito e reconhecimento. Mas isso produz rea&#231;&#245;es e situa&#231;&#245;es de conflito de moralidades distintas", comenta o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o psiquiatra e sex&#243;logo Ronaldo Pamplona da Costa, a ignor&#226;ncia est&#225; na raiz do problema. "Todo preconceito com rela&#231;&#227;o &#224; sexualidade &#233; baseado na falta de conhecimento sobre o assunto. De uns anos para c&#225;, come&#231;ou a ser tratado como impr&#243;prio mostrar preconceitos sobre sexualidade. As pessoas passaram a posar de conhecedores ou liberais quando nem entendem do assunto. Isso resulta no brasileiro falso liberal", diz o m&#233;dico, autor de "Os Onze Sexos" (Editora Gente), lan&#231;ado em 1994 no qual abordou os cinco tipos de sexualidade&#160; para homens e mulheres (heterossexualismo, homossexualismo, bissexualismo, travestismo e transexualismo), acrescidos de um&#160; 11&#186; grupo chamado de intersexo, onde est&#227;o agrupadas pessoas com defeitos f&#237;sicos internos ou externos na regi&#227;o genital como hermafroditas, por exemplo. "Na &#233;poca, sabia-se s&#243; sobre o heterossexualismo e colocava-se na mesma sacola do homossexualismo todas as outras sexualidades", diz Ronaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dar uma ideia do desconhecimento sobre a sexualidade, o m&#233;dico cita a pr&#243;pria categoria profissional. "Na faculdade de medicina n&#227;o tem estudo da sexualidade nos aspectos biol&#243;gicos, psicol&#243;gicos e sociais. S&#243;&#160; como funcionam os &#243;rg&#227;os genitais com vistas &#224; reprodu&#231;&#227;o", diz o psiquiatra. "Ningu&#233;m nasce preconceituoso. Ao longo da educa&#231;&#227;o as pessoas v&#227;o assimilando isso. Um homossexual pode ser preconceituoso em rela&#231;&#227;o &#224; pr&#243;pria sexualidade em alguma medida porque, no geral, fomos criados para sermos heterossexuais",&#160; fala Ronaldo, relatando que, recentemente, atendeu em seu consult&#243;rio uma jovem universit&#225;ria que se assumia homossexual, embora n&#227;o tivesse tido a pr&#225;tica, e que j&#225; havia feito amplas pesquisas sobre o tema. "Depois entrou a m&#227;e dela, sozinha, uma mulher com curso superior, dizendo que n&#227;o aceitava de forma alguma essa situa&#231;&#227;o e que faria tudo para que a filha deixasse de ser homossexual." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preconceito: modo de combater&lt;br /&gt;Para que homens e mulheres possam exercer livremente a sexualidade, sem medo de se tornarem v&#237;timas de ataques de qualquer natureza, ser&#227;o necess&#225;rias muitas mudan&#231;as, segundo os especialistas.&#160; "Temos liberdade pol&#237;tica, mas n&#227;o somos cidad&#227;os. Democracias requerem esse sentimento. E n&#227;o temos isso porque n&#227;o temos educa&#231;&#227;o", diz Mary Del Priore, que ainda faz cr&#237;ticas &#224;s m&#227;es. "Elas d&#227;o no leitinho para o filho homem a superprote&#231;&#227;o, a homofobia. &#201; uma mulher que adora ser chamada de gostosa, que se identifica com mulher fruta, para quem mulher inteligente &#233; sapat&#227;o. &#201; a m&#227;e a figura que transmite esse preconceito e essa dupla cara", diz a historiadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirian Goldenberg pensa da mesma forma. "O valor da brasileira sempre foi muito associado ao seu corpo, que tem de ser sexy, seduzir. Uma mulher alem&#227;, por exemplo, &#233; poderosa porque tem cargo de chefia, dinheiro, pode decidir, &#233; algo objetivo. O poder da brasileira sempre foi associado &#224; sexualidade dela para a sedu&#231;&#227;o do outro e n&#227;o para o pr&#243;prio prazer. Todo o peso do julgamento tem a ver com a imagem corporal que ela constr&#243;i", diz Mirian, que acha mais complicado lutar contra o que chama de preconceito invis&#237;vel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As atitudes mais violentas de intoler&#226;ncia acabam indo parar na TV e geram movimento de rep&#250;dio. Mas ao nos submetermos mentir no dia a dia, ter medo do julgamento do porteiro, evitar o decote para n&#227;o sofrer preconceito, n&#243;s s&#243; o refor&#231;amos", diz Mirian, que cita uma figura famosa por quebrar tabus nos anos 60. "Como Leila Diniz acabou com o estigma da mulher gr&#225;vida n&#227;o poder mostrar a barriga? Foi para a praia de biqu&#237;ni dizendo que a barriga era linda. E hoje todas as gestantes podem fazer isso. Esse preconceito invis&#237;vel &#233; mais dif&#237;cil de acabar", diz Mirian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para S&#233;rgio Carrara, &#233; poss&#237;vel construirmos uma nova moral sexual. "Temos um processo de conflitos que envolve movimento LGBT, imprensa, sociedade civil, pol&#237;ticos. S&#227;o for&#231;as que querem tra&#231;ar uma nova moralidade sexual que n&#227;o seja baseada na discrimina&#231;&#227;o. Mas h&#225; tamb&#233;m uma rea&#231;&#227;o a isso, seja na forma de viol&#234;ncia f&#237;sica ou simb&#243;lica. E as escolas s&#227;o fundamentais nessa constru&#231;&#227;o que deve ser&#160; baseada em liberdade, igualdade e dignidade, na qual a orienta&#231;&#227;o sexual das pessoas diz respeito apenas a elas. Ao considerar esses princ&#237;pios, os preconceitos e estere&#243;tipos tendem a desaparecer."&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 04 May 2012 15:43:43 -0300</pubDate><link>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/o-brasileiro-e-a-sexualidade</link><guid>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/o-brasileiro-e-a-sexualidade</guid></item><item><title>Cresce o n&#250;mero de suic&#237;dio entre jovens</title><description>&lt;p&gt;FOLHA DE SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suic&#237;dio, modo de usar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Artigo de Barbara Gancia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A humilha&#231;&#227;o constante, do tipo praticado pela internet, tende a transformar o jovem em um indiv&#237;duo deprimido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOSSA MOLECADA est&#225; doente. Sabemos que o drama maior &#233; o homic&#237;dio, que extermi&#173;na os jovens da periferia em pro&#173;por&#231;&#245;es epid&#234;micas, mas agora de&#173;mos tamb&#233;m para ver aumentar nossos &#237;ndices de suic&#237;dio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos &#250;ltimos tempos, at&#233; as escolas particulares, que educam nossas crian&#231;as mais bem amparadas, fo&#173;ram castigadas pelo drama. Con&#173;tam-se um, dois, tr&#234;s suic&#237;dios se&#173;guidos -ou mortes que aparenta&#173;ram ser propositais- nas escolas mais tradicionais da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1980 a 2000, no grupo dos 15 aos 24 anos, o suic&#237;dio cresceu im&#173;pressionantes 1900%. E os &#237;ndices continuam subindo. Por qu&#234;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bulimia, anorexia, automutila&#173;&#231;&#227;o, depend&#234;ncia, viol&#234;ncia do&#173;m&#233;stica, abuso f&#237;sico e sexual, have&#173;ria uma s&#233;rie de argumentos para explicar o fen&#244;meno. O dr. Jair Ma&#173;ri, professor titular da Escola Pau&#173;lista de Medicina e pesquisador da Unifesp &#233; especialista em doen&#231;as mentais e est&#225; preparando um es&#173;tudo a respeito. Diz ele que o pa&#237;s s&#243; dedica 2% do or&#231;amento da Sa&#250;de &#224;s doen&#231;as mentais (como depress&#227;o, depend&#234;ncia qu&#237;mica, alcoolismo, esquizofrenia e bipola&#173;ridade), enquanto outros pa&#237;ses, como Inglaterra e Canad&#225;, reservam 11% de seu budget para tratar e estudar esses males. "Cerca de 75% dos problemas mentais come&#231;am a se desenvolver entre os 12 e os 24 anos", diz. "E n&#243;s n&#227;o estamos prestando aten&#231;&#227;o".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Campinas, SP, um estudo constatou que 17% da popula&#231;&#227;o ad&#173;mitiu em algum momento ter tido uma idea&#231;&#227;o suicida. Dos pesquisa&#173;dos, 5% chegaram a elaborar um plano e 2% tentaram chegar &#224;s vias de fato. O dr. Jair n&#227;o concorda com a assertiva de que o bullying deve ser tratado como fato da vida, algo que sempre existiu e que certo n&#237;&#173;vel de agressividade faz bem ao de&#173;senvolvimento. "A humilha&#231;&#227;o constante, especialmente agora com as redes sociais, tende a trans&#173;formar o jovem vulner&#225;vel em um deprimido", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo epigen&#233;tico observou dois grupos de ratos. Uma m&#227;e com filhotes que cuidava deles e outra que n&#227;o olhava para os seus. Cons&#173;tatou-se que o sistema neuroend&#243;crino dos ratinhos que foram pro&#173;tegidos desenvolveu-se melhor, prova de que o ambiente &#233; um fator determinante no desenvolvimento mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso vem diretamente de encon&#173;tro com o grave problema da gravi&#173;dez na adolesc&#234;ncia e das pol&#237;ticas que adotamos para enfrentar a gra&#173;videz indesejada. Ainda assim, isso n&#227;o bastaria para explicar o au&#173;mento do suic&#237;dio entre as camadas mais amparados da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois recentemente o FDA (Food and Drug Administration, &#243;rg&#227;o que regula a venda de medicamen&#173;tos nos Estados Unidos) come&#231;ou a questionar a efetividade de se mi&#173;nistrar antidepressivos a pacientes jovens. O assunto &#233; pol&#234;mico e est&#225; gerando rebuli&#231;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se discute &#233; que em uma po&#173;pula&#231;&#227;o mais propensa a compor&#173;tamentos de risco, a retirada do medicamento depois de um per&#237;o&#173;do de uso prolongado pode ter con&#173;sequ&#234;ncias. De uma hora para a ou&#173;tra, aquele jovem vulner&#225;vel que estava amparado da dor pelo medi&#173;camento ficar&#225; muito mais exposto &#224; falta de estrutura para lidar com a frustra&#231;&#227;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido melhor n&#227;o dar a ele ne&#173;nhum antidepressivo em primeiro lugar? A discuss&#227;o l&#225; nos EUA est&#225; aberta. Conversa que deveria estar mais do que encerrada por aqui &#233; aquela sobre a de gravidez indese&#173;jada. A corajosa ministra Eleonora Menicucci bem que poderia voltar a tocar no assunto. Caminhada ini&#173;ciada, que se d&#234; o segundo passo.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 04 May 2012 15:31:21 -0300</pubDate><link>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/cresce-o-numero-de-suicidio-entre-jovens</link><guid>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/cresce-o-numero-de-suicidio-entre-jovens</guid></item><item><title>Escolas usam a 'netetiqueta' para evitar ofensas nas redes sociais</title><description>&lt;p&gt;Fonte: Cartola - Ag&#234;ncia de Conte&#250;do - Especial para o Terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="/thumbnails/0000/6265/04-diversidade_display.jpg?1279896659" height="176" alt="" width="176" /&gt;Recentemente, um caso de ofensa de um aluno a uma professora pelo Facebook surpreendeu a cidade de Londrina, no norte no Paran&#225;, e reacendeu o debate sobre os limites do uso do ambiente virtual na educa&#231;&#227;o. Segundo o professor de inform&#225;tica na educa&#231;&#227;o da Universidade de Bras&#237;lia (UnB), L&#250;cio Teles, cada vez mais as escolas hoje fazem uso da "netetiqueta" para evitar problemas envolvendo alunos e professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mar&#231;o, um estudante da escola p&#250;blica Bar&#227;o do Rio Branco usou a rede para reclamar de uma tarefa pedida pela professora de Artes. Ao saber da hist&#243;ria, a diretora do col&#233;gio de Londrina, J&#233;ssica Elizabeth Gon&#231;alves Pieri convocou o pai do aluno para uma reuni&#227;o com a docente na presen&#231;a do menino. O garoto, ent&#227;o, pediu desculpas e retirou a mensagem do perfil. Como forma de se retratar, o pai do estudante ainda achou necess&#225;rio publicar um an&#250;ncio em um jornal da cidade para pedir desculpas pelas ofensas do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diretora, surpresa com a publica&#231;&#227;o, resolveu alertar os demais alunos sobre o cuidado que se deve ter nas redes sociais. "Fui em todas as salas conversar com alunos e acredito que todos entenderam. A nossa inten&#231;&#227;o &#233; tentar impedir que isso aconte&#231;a novamente", comenta. Segundo J&#233;ssica, nenhuma a&#231;&#227;o deste tipo tinha ocorrido antes. A professora ofendida n&#227;o quer mais falar sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o professor L&#250;cio Teles para trabalhar com a internet &#233; fundamental fazer uso da "netetiqueta". "&#201; uma ferramenta para a seguran&#231;a e preserva&#231;&#227;o do bom relacionamento online", explica. A ideia &#233; instruir os usu&#225;rios sobre como conviver no ambiente de rede com responsabilidade. Na universidade, Teles ensina aos futuros professores a import&#226;ncia de orientar os alunos, principalmente crian&#231;as e adolescentes sobre alguns perigos da exposi&#231;&#227;o com fotos, v&#237;deos e informa&#231;&#245;es pessoais. "N&#243;s sabemos que pessoas n&#227;o confi&#225;veis fazem das crian&#231;as seus alvos na internet. Por isso, os professores devem come&#231;ar a discuss&#227;o com os alunos sobre a netetiqueta. Ainda n&#227;o &#233; algo generalizado, mas muitos professores j&#225; est&#227;o cientes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor sugere tamb&#233;m que a fam&#237;lia esteja mais envolvida nesse relacionamento da crian&#231;a nas redes, observando que sites ela visita, com quem fala. "Tem um idade m&#237;nima para entrar no Facebook, mas isso n&#227;o &#233; levado em conta na realidade. N&#227;o existe um sistema de seguran&#231;a m&#237;nimo", avalia. Segundo as regras do Facebook, a idade m&#237;nima para entrar &#233; 13 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SaferNet Brasil - entidade que atua no combate &#224; pornografia infantil na internet - registrou, entre 1&#186; de mar&#231;o e 1&#186; de abril de 2012, 1.381 den&#250;ncias desse crime na rede. Destes, 264 somente no Orkut. A ONG &#233; um das consultoras do Guia para o Uso Respons&#225;vel da Internet, um site que informa e orienta professores sobre o uso criativo da internet como ferramenta pedag&#243;gica, mas sempre com seguran&#231;a e responsabilidade. Jogos online, hist&#243;rias em quadrinhos e v&#237;deos comp&#245;em o conte&#250;do do site criado e mantido pela GVT. "A gente entendeu que existia essa car&#234;ncia com rela&#231;&#227;o a incentivar a reflex&#227;o de como a as pessoas e especialmente as novas gera&#231;&#245;es usam essa ferramenta t&#227;o poderosa que &#233; a internet. Era preciso tamb&#233;m alertar para alguns cuidados, principalmente essas gera&#231;&#245;es mais novas que n&#227;o tem medo de esse expor. &#201; muito natural ter uma presen&#231;a na internet", comenta Tatiana Weinheber, gerente de Comunica&#231;&#227;o Corporativa da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conte&#250;do &#233; constru&#237;do em colabora&#231;&#227;o, tamb&#233;m, com o Comit&#234; para a Democratiza&#231;&#227;o para a Inform&#225;tica (CDI) e ONG Ciranda (Central de Not&#237;cias dos Diretos da Inf&#226;ncia e Adolesc&#234;ncia), al&#233;m de uma pedagoga especializada na &#225;rea de tecnologia que trabalha na supervis&#227;o do conte&#250;do. O guia tamb&#233;m tem uma vers&#227;o impressa que &#233; distribu&#237;da pela empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educadora e coordenadora do CDI Comunidade Asvi, Mirian Andrade, faz da cartilha online um instrumento de ensino para as 100 crian&#231;as e adolescentes da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, onde est&#225; localizado o projeto. "A maioria das crian&#231;as j&#225; tem no&#231;&#227;o sobre a rede porque frequentam lan houses. Nem todas t&#234;m computador em casa. E isso deixa eles mais expostos ainda. Est&#227;o mais vulner&#225;veis. Eles j&#225; t&#234;m a ideia do uso, mas n&#227;o tem nenhum tipo de orienta&#231;&#227;o. Eles t&#234;m um conhecimento mais instintivo", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Mirian, os educadores estimulam as crian&#231;as por meio de atividades l&#250;dicas disponibilizadas no site e, durante esse trabalho, v&#227;o orientando sobre os cuidados que se deve ter ao acessar a internet e utilizar as redes sociais. Al&#233;m das crian&#231;as, os pais tamb&#233;m s&#227;o instru&#237;dos sobre como auxiliar os filhos no ambiente virtual. Os professores s&#227;o treinados pelo CDI para que eles pr&#243;prios mantenham uma conduta apropriada na web. "Temos uma orienta&#231;&#227;o espec&#237;fica para isso. O comportamento em redes sociais, comportamento como usu&#225;rio de servi&#231;o de e-mail, que login a gente deve usar em um ambiente mais formal", explica a educadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escola cria guia de postura nas redes sociais&lt;br /&gt;Mobilizado pela preocupa&#231;&#227;o com a seguran&#231;a e a exposi&#231;&#227;o dos alunos, o Col&#233;gio Farroupilha, em Porto Alegre (RS), criou o Guia de Posturas nas Redes Sociais. "&#201; um problema bem presente entre os jovens. Em geral eles s&#227;o bastante confiantes, confiam em si mesmos, confiam nos outros e, muitas vezes, eles estabelecem amizades com pessoas que eles s&#243; conhecem virtualmente. E era importante a gente passar pra eles informa&#231;&#245;es sobre o que &#233; adequado e o que n&#227;o &#233; nas redes sociais", explica o coordenador pedag&#243;gico da escola, Ruben Corso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta que problemas de comportamento com alunos nas redes sociais s&#227;o algo frequente, e casos como o uma menina que se referia a outra de forma agressiva, causando um constrangimento a essa aluna, levaram a institui&#231;&#227;o a montar o guia. "&#201; imposs&#237;vel a escola n&#227;o se envolver. Um epis&#243;dio que come&#231;a na internet ele continua dentro dos corredores da escola, no p&#225;tio. Desse ponto de vista, a escola trata do problema como qualquer outro, que poderia ter ocorrido aqui no corredor, no recreio", diz Corso. Segundo ele, &#233; necess&#225;rio deixar bem claras as regras e os limites nas escolas, come&#231;ando pela conscientiza&#231;&#227;o do aluno, depois tentando trabalhar com a fam&#237;lia para tentar identificar a raz&#227;o daquele tipo de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como os alunos se exp&#245;em nas redes sociais &#233; outra preocupa&#231;&#227;o para a escola. O guia alerta para responsabilidade envolve os coment&#225;rios e informa&#231;&#245;es postadas pelos jovens. Em um dos itens a cartilha enfatiza para navegar "com uma atitude &#233;tica, evitando publicar conte&#250;dos ofensivos, difamat&#243;rios ou que ridicularizem outras pessoas". Para elaborar o material, a escola buscou apoio nas informa&#231;&#245;es disponibilizadas pela ONG Crian&#231;a mais Segura na Internet. "A nossa preocupa&#231;&#227;o &#233; que a pessoa, ao se expor dessa forma, deixa sua marca no mundo. O que o jovem tem que entender &#233; que se ele d&#225; sinais de preconceito, de racismo ou de intoler&#226;ncia social, isso n&#227;o &#233; uma coisa que ele est&#225; falando para os amigos dele, mas para o mundo inteiro. Al&#233;m do que s&#227;o valores n&#227;o aceit&#225;veis, &#233; um problema de conduta", avalia Corso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta foi bem recebida, e escolas da capital e do interior est&#227;o interessadas em utilizar o material que est&#225; dispon&#237;vel no site do col&#233;gio. "O objetivo do guia &#233; refletir o que significa hoje participar de uma rede social. Apontar quest&#245;es para serem pensadas. A nossa ideia nunca foi obrigar ou criar um regulamento, mas fazer parar e pensar", explica o coordenador pedag&#243;gico.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 16 Apr 2012 10:38:13 -0300</pubDate><link>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/escolas-usam-a-netetiqueta-para-evitar-ofensas-nas-redes-sociais</link><guid>http://netica.org.br/netica/bem-vindo-ao-netica/escolas-usam-a-netetiqueta-para-evitar-ofensas-nas-redes-sociais</guid></item></channel></rss>
